Mais de 98 mil consumidores capixabas pagam dívidas em atraso e saem do vermelho

A imagem mostra uma empresária realizando contas em uma calculadora

A inadimplência no Espírito Santo apresentou queda significativa em julho de 2025, com 98,5 mil consumidores quitando dívidas e saindo do vermelho em relação ao mesmo mês de 2024, o que representa redução de 2,4 pontos percentuais. Apenas entre junho e julho, 35 mil pessoas regularizaram suas pendências, com retração de 0,9 ponto. O levantamento do Connect Fecomércio-ES, baseado na Peic da CNC, aponta que o movimento foi puxado principalmente por famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 15.180), cuja inadimplência recuou para 37,2%, queda de 1 ponto em relação a junho e 3,4 pontos frente a 2024, totalizando 120 mil pessoas fora da lista de devedores.

O coordenador André Spalenza destaca que a reorganização orçamentária das famílias amplia o poder de compra e pode gerar impacto imediato no comércio, especialmente em agosto. Outro dado positivo é a redução das famílias que declararam não conseguir pagar suas contas, de 56,8% para 55% em um ano. Entre as dívidas, houve queda no percentual de atrasos superiores a 90 dias (55,7%), acompanhada de leve aumento nas pendências de até 30 e 90 dias, sinalizando movimento de regularização gradual.

Com menos juros de parcelas vencidas, as famílias ganham folga financeira para consumo, reformas, viagens e serviços, o que fortalece a economia estadual e o varejo. A melhora no acesso ao crédito também deve estimular setores como vestuário, eletrodomésticos, tecnologia e lazer, criando oportunidades para que o comércio ofereça condições atrativas.

O estudo também revelou redução no endividamento total, que caiu 2,1% e atingiu 88,5% das famílias em julho. Entre as de até 10 salários mínimos, o índice é de 90,1%, enquanto nas de maior renda, 78,5%. O cartão de crédito segue como principal forma de dívida, presente em 94% dos lares endividados, seguido pelo crédito pessoal (13,8%) e carnês (8,7%). Apesar disso, a renda comprometida com dívidas se manteve estável em 29,7%, com média de sete meses de parcelamento, indicando nível moderado de endividamento.

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