Consumo e endividamento: queda da inadimplência e avanço da confiança do consumidor no ES

A inadimplência do consumidor no Espírito Santo recuou em dezembro de 2025, alcançando 33,9%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) do Connect Fecomércio-ES. O resultado representa queda de 2,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior e indica que aproximadamente 117,6 mil capixabas deixaram a condição de atraso no pagamento de dívidas. Apesar da melhora, a inadimplência ainda afeta de forma mais intensa as famílias de menor renda, com 57,2% dos consumidores com até 10 salários mínimos declarando não ter condições de pagar suas dívidas, contra 28,6% entre aqueles com renda superior.

A diferença por faixa de renda também aparece na taxa de dívidas em atraso, que chegou a 38,0% entre famílias com até 10 salários mínimos, frente a 10,5% entre as de renda mais elevada. Além disso, o tipo de dívida varia conforme o nível de renda: nas famílias de menor renda, o crédito pessoal é a principal causa da inadimplência, enquanto entre as de maior renda predominam os financiamentos habitacionais, evidenciando que a renda influencia tanto a capacidade de pagamento quanto o perfil do endividamento.

Paralelamente, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo iniciou 2026 em alta, avançando 1,8% em janeiro e atingindo 108,6 pontos, segundo a CNC, em análise do Connect Fecomércio-ES. O indicador permaneceu acima da linha de otimismo e superou a média nacional, de 105,7 pontos, apesar de ainda registrar queda interanual de 3,0%. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento do Nível de Consumo Atual e da Perspectiva de Consumo, indicando maior disposição para compras e expectativas mais positivas.

A análise por renda mostra que a retomada do consumo ocorre de forma desigual. Entre famílias de menor renda, houve aumento na intenção de compra de bens duráveis, enquanto entre as de maior renda foi observada retração, sinalizando maior cautela. Esse comportamento sugere que a recuperação do consumo se concentra inicialmente nos domicílios mais sensíveis à melhora das condições financeiras.t

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✍️ Autor: João Guimarães – Produtor de Conteúdo do Connect Fecomércio-ES